quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Assistência Estudantil na UFMG

Acredito ser de conhecimento geral a falta de um programa sério de assistência aos estudantes carentes brasileiros, em todos os níveis de ensino, por parte do governo. Infelizmente, um programa que vinha sendo feito pela Fundação Mendes Pimentel (FUMP) da UFMG, a partir da cobrança de um determinado valor - que se comparado à mensalidade de qualquer instituição privada era irrisório - no ato da matrícula para o semestre, pode vir a acabar por causa de uma decisão do STF.
Eu, como ex aluno da UFMG e conhecendo várias pessoas que utilizaram os serviços da FUMP, acredito que estes são de fundamental importância para revelante parcela dos estudantes da UFMG, principalmente aqueles oriundos das escolas públicas. Por isso, venho divulgar neste espaço a campanha que a FUMP vem promovendo para conseguir contribuições voluntárias para manter o seu programa de assistência estudantil.

UFMG inicia campanha de contribuição voluntária para assistência estudantil

quarta-feira, 19 de novembro de 2008, às 16h02

A UFMG iniciou hoje um trabalho de conscientização de alunos, professores e funcionários técnico-administrativos sobre a importância da contribuição voluntária ao Fundo de Bolsas. A idéia é mostrar a relevância da doação para a manutenção dos programas de assistência estudantil da Fundação Mendes Pimentel (Fump), voltados para estudantes de baixa condição socioeconômica.

A Fump criou um site com as principais informações sobre esses programas, sobre a inclusão no ensino superior e taxas de evasão. Hoje, a fundação começou a distribuir cartazes e folders para a comunidade universitária. Também tiveram início rodadas de conversas entre os alunos e as assistentes sociais para esclarecimento de dúvidas sobre a contribuição.

Antes, o recurso destinado para a assistência estudantil na UFMG era arrecadado por meio de uma contribuição vinculada à matricula. Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal de proibir essa arrecadação, a Universidade precisou criar mecanismos para continuar com a assistência estudantil, que inclui subsídios a refeições, moradia, saúde, compra de livros, cursos de línguas, dentre outros.

Além dos recursos do governo federal – que vieram pela primeira vez neste ano, no valor de R$ 6 milhões de reais – a UFMG terá de contar também com a formação de uma rede solidária de contribuições para que os programas não sejam prejudicados. Atualmente, o investimento em assistência estudantil é de R$ 13 milhões. Este ano, foram atendidos 5 mil alunos.

Para o próximo ano, estima-se uma demanda de R$ 17 milhões. Além da criação de cerca de 1,2 mil novas vagas com o Reuni, o número de estudantes de baixa renda promete crescer com a implantação de cursos noturnos e com a adoção do sistema de bônus no Vestibular para alunos de escolas públicas. Sem a contribuição voluntária, há um horizonte incerto sobre o futuro das políticas de inclusão.

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